Sunday, August 24, 2008

bronze Brasil

Onde brilha e bruxuleia aquela tocha,
a brabeza brasileira já não brocha
mas o atleta desta terra ainda peca:
na penúltima braçada é que ele breca.

Sabre, saibro, jogo, briga e arco-e-flecha,
lá está o cabra descobrindo alguma brecha,
uma zebra que acochambre sua bravata
sob a sombra desbragada do ouro e prata.

Ouro é brega, lembra cobre em liga vil;
prata é sobra, lembra palha de bombril;
só o bronze traz ao bróder nobre fama
celebrada com o brinde duma brahma.

E o brejeiro povo brando e alquebrado,
quando vê brotar o brio redobrado
duma cãimbra brusca ou dor nos ombros breve

diz que o time de um, de cinco ou seis ou onze,
calibrando a fibra pra chegar ao bronze,
vale ouro, mesmo que outro peito o leve.

[poema inspirado pelo hilariante blogue Bronze Brasil.]