domingo, outubro 15, 2006

os caga-nuncas

Não me dou bem com idealistas românticos sonhadores prolixos rebuscantes nostálgicos mariquinhas devaneantes com-o-pé-atrás.

"Com-o-pé-atrás" é uma redundância. Todo idealista romântico sonhador prolixo rebuscante nostálgico mariquinha devaneante tem o pé atrás.

Chamêmo-los de caga-nuncas.

Não me dou bem com caga-nuncas porque são no fundo pessoas más, hostis e empafes disfarçadinhas de gente limpinha; pessoas q entendem todo comentário realista breve irreverente brincalhão como um ataque, uma alfinetada, um ardil. Gente q vê colher e enxerga faca, q toca em madeira e sente pau, q ouve franqueza e entende vaidade. São pessoas rancorosas por não encontrar o mundo como em seus sonhos floridos, em seus poemas de rendinhas, em suas fotos branco-e-preto de ruas molhadas.

Basta rir dum caga-nunca por um quezinho de braguilha aberta, de sutiã torto, de incoerência, e ele de almofadinha vira porco-espinho. Sente-se atacado. Sempre na defensiva, é o frágil tadinho q não suporta idéias díspares. O pé-atrás é menos um amortecedor da defesa q uma alavanca do ataque.

E sim, é dela mesmo também q estou falando.