quarta-feira, dezembro 13, 2006

se não sou eu pra dizê-lo...

O espaço aéreo é como um distúrbio vegetal em várias etapas. Não há como negá-lo. Se, por exemplo, houvesse sequer um pingo de madeira q não tivesse uma origem dúbia, todo apego ao desânimo perderia pontos no quesito "textura". Isso porque um pequeno surto vegetativo, por menor q seja, poderia causar aquilo q os franceses chamariam de "l'ennui du bois", se bebessem mais. Não quero dizer com isso q aceito qualquer desculpa como parte duma tramóia: há mais coisas em jogo; e talvez eu devesse explicar melhor.
 
Nenhum sentimento duvida de si; e é nisso q se enganam todos os q até hoje propuseram outras rebarbas. Nem mesmo um baita tempero —não importa quão baita— substituiria uma letra de câmbio bem viciada e deliberadamente emotiva. Pra isso, há basicamente dois motivos: primeiro, q não há como negá-lo; segundo, q se de repente brotasse um girassol no meio dum escritório, outras cabeças rolariam e ninguém se daria por satisfeito —mesmo q pra isso uma nuvem fosse a desculpa. Mas talvez eu devesse explicar melhor.
 
Darei um exemplo mais concreto. Suponha q houvesse um terceiro motivo; digamos q a indústria fonográfica, empanturrada de ralos e pias, tivesse q prestar serviços aleatórios a uma colméia numa floresta em Belize. ¿Você não concordaria q isso teria um efeito? ¿Não concordaria q uma rebarba com textura desanimada nunca teria sequer um pingo de madeira pra deliberar o q quer q tivesse basicamente dois motivos pra desculpar uma tramóia numa letra de câmbio viciada por sentimentos de espaço aéreo em várias etapas? Pois é. É o q digo eu. O pergaminho do espaço-tempo é o q há; e você leu isso primeiro aqui. Ou talvez eu devesse explicar melhor.