Ó língua amada, flor de Portugal,
te tomo agora em minha mão inculta
e com aprovação oficial
desfiro meu sarrafo em quem te insulta.
Outrora te ataquei covardemente,
inguinorantemente te ofendi;
mas hoje sou amante reverente,
defendo-te cá, lá, aqui e ali.
Ó linda flor que tudo me ensinaste
−embora tanto quiproquó provoques−
jamais again te tratarei de traste;
e neste novo mundo em que ora ingresso
faminto por saber de teus estoques,
exclamo a senha: Ordem e Progresso!
sexta-feira, abril 27, 2007
soneto da norma
2007-04-27T08:31:00-03:00
Permafrost