Onde brilha e bruxuleia aquela tocha,
a brabeza brasileira já não brocha
mas o atleta desta terra ainda peca:
na penúltima braçada é que ele breca.
Sabre, saibro, jogo, briga e arco-e-flecha,
lá está o cabra descobrindo alguma brecha,
uma zebra que acochambre sua bravata
sob a sombra desbragada do ouro e prata.
Ouro é brega, lembra cobre em liga vil;
prata é sobra, lembra palha de bombril;
só o bronze traz ao bróder nobre fama
celebrada com o brinde duma brahma.
E o brejeiro povo brando e alquebrado,
quando vê brotar o brio redobrado
duma cãimbra brusca ou dor nos ombros breve
diz que o time de um, de cinco ou seis ou onze,
calibrando a fibra pra chegar ao bronze,
vale ouro, mesmo que outro peito o leve.
[poema inspirado pelo hilariante blogue Bronze Brasil.]
domingo, agosto 24, 2008
bronze Brasil
2008-08-24T21:28:00-03:00
Permafrost